Porquê SAEntista?



* Trata-se de um neologismo da autora, que diz respeito ao enfermeiro cientista, estudioso em relação à sua própria ferramenta de trabalho que é a SAE !





Quem gerencia este espaço?



* Dra.Josianne Corrêa Cardoso, Enfermeira em Belém do Pará. Trabalha na área desde 1997 (UEPA) , sendo pós graduada em Oncologia (UEPA) e Mestre em Gestão de Organizações Públicas (NAEA-UFPA).

Atualmente é supervisora de Enfermagem (HUBFS), além de ser Auditora Interna de Prontuários de Óbitos (HOL).



* Estudiosa no assunto, coleciona livros sobre a SAE e costuma proferir palestras em locais diversos sobre o tema.





Porquê a criação deste espaço?



* Compreendendo a dificuldade de alguns enfermeiros em adquirir livros sobrea a SAE, aliado à escassez de tempo que eles têm para se desenvolver no assunto, resolveu-se dar esta pequena contribuição, repassando o que se conseguiu aprender ao longo destes anos.



Um abraço carinhoso a todos os visitantes deste espaço!





sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Operacionalização da SAE

Falar é fácil.

Ministrar aulas, demonstrando aquela parafernalha de teoria...hum..."melzinho na chupeta"! A gente do lado daqui, só escutando e apreciando a ciência...que não pode ficar estática! Tem que surtir efeito, tem que ser aprimorada e vivenciada.

Entender, a maioria entende. Mas daí, a fixar e a transpor esses conhecimentos para a prática...é outra história.

O professor dá conta do que preconiza a grade curricular dos cursos de graduação. Os palestrantes, executam o que foi proposto pelo tema: SAE!
Sempre algo voltado para a SAE.

Maravilha! Exposto no data show...que delícia!

Dá até vontade de fazer, quando chegamos para praticar.

Mas daí, o enfermeiro se vê envolto a uma série de questionamentos: 

- Que Teoria de Enfermagem usar? 

- Que modelo assistencial?

- Onde vou registrar? 

- Meus colegas de trabalho darão continuidade?

- Eu não estaria perdendo tempo? 

- Terei que trazer meu livro de casa?

Então. Não me proponho a responder a todos estes questionamentos, pois não sei de tudo.

Mas posso dividir esse drama com vocês.

Posso dizer que, com certeza, temos sim como nos organizar e fazer a SAE acontecer.

O problema da aplicabilidade vem desde a gestão da instituição de saúde.

Se não tiver chefia de enfermagem, ou até mesmo, se colocarem na coordenação de enfermagem, um profissional "assistemático", pode crer que: quem almeja que a SAE aconteça neste local, terá que batalhar - e muito! 
Colocar na cabeça da criatura - coordenador geral da enfermagem - que a mesma tem que barganhar com a diretoria geral, para nos dar subsídios...hum! Essa pessoa tem que ter .

Logo para início de conversa, o coordenador precisa saber pelo menos o "beabá" da SAE. Mas isso não basta. Tem que saber o que é necessário para que a mesma aconteça na instituição. Mais ainda: tem que ter garra e saber barganhar com a cúpula administrativa, expondo argumentos plausíveis!

E, por outro lado, os enfermeiros interessados no assunto deveriam ir se encontrando, estudando...formulando impressos... E, necessariamente, com embasamento científico!

Mudando de foco: o enfermeiro assistencial tem que dedicar um tempo para isso. Ser constante e persistente. Reunir-se com os demais colegas de trabalho.

Não temos como aplicar a SAE adequadamente se não tivermos espaço em prontuário para escrever - ou digitar, se o mesmo for eletrônico!

Podemos aplicá-la de modo individual, solitário. Mas não é o ideal. Já pensou, se cada um aplicar a SAE de seu modo, dentro de uma mesma instituição! Que situação, hein? Uma verdadeira "Torre de Babel". 

Um impresso para cada clínica, um manual diferente, várias formas de evoluir...um verdadeiro caos! A metodologia empregada precisa fazer parte do regimento interno da coordenação de enfermagem da instituição de saúde.

Viajando um pouco mais, a coordenação de enfermagem, ou o departamento de recursos humanos, deveria fornecer panfleto explicativo sobre a filosofia do serviço de enfermagem, bem como os conhecimentos necessários - como a SAE e informática - para que o enfermeiro possa ser admitido. Seria um pré-requisito, esses conhecimentos, e a filosofia do serviço, mais em termos de informativos.

Então, são muitas dúvidas a serem tiradas e vários caminhos a percorrer. Mas estudando, trocando experiência com outras instituições onde a SAE está melhor estruturada, chega-se lá!
Labirinto

Ah, ia esquecendo: nem todos os caminhos a percorrer devem ser os já descobertos. Com estudo e força de vontade, cada um pode descobrir outros, e quem sabe, melhor do que os já existentes, hein? 

Um comentário:

Paula disse...

Olá, queria parabenizar a iniciativa do seu blog.. eu acredito muito na enfermagem, e acreditarei mais ainda quando vir a SAE sendo implementada. Acho que a execussão nos daria mais autonomia e prestaríamos um cuidado maior aos usuários! Parabéns pelo blog e pelas colocações.. a enfermagem agradece!