Porquê SAEntista?

* Trata-se de um neologismo da autora, que diz respeito ao enfermeiro cientista, estudioso em relação à sua própria ferramenta de trabalho que é a SAE !


Quem gerencia este espaço?

* Dra.Josianne Corrêa Cardoso, Enfermeira em Belém do Pará. Trabalha na área há 12 anos, sendo pós graduada em Oncologia.


* Estudiosa no assunto, coleciona livros sobre a SAE e costuma proferir pelestras em locais diversos sobre o tema.


Porquê a criação deste espaço?

* Compreendendo a dificuldade de alguns enfermeiros em adquirir livros sobrea a SAE, aliado à escasses de tempo que eles têm para se desenvolver no assunto, resolveu-se dar esta pequena contribuição, repassando o que se conseguiu aprender ao longo destes anos.

Um abraço carinhoso a todos os visitantes deste espaço!


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Enfermeiro no Ambulatório

Vejo ainda, com os meus próprios olhos, enfermeiros trabalhando em ambulatório, que fazem tudo, menos o seu real papel: Consulta de Enfermagem.
Guardiãs de chaves, secretárias de médicos, supervisão do serviço de limpeza, controle de impressos...ts, ts.
E pensar que passamos anos numa faculdade para nos formarmos, nos dedicarmos ao ser humano....
Dentre várias salas para consultório, onde se pode interagir com a clientela, onde se pode investigar mais sobre a vida dessas pessoas...não. Deixamos tudo para as outras categorias profissionais, que desde agenda têm (SIA SUS). Depois, ainda queremos reclamar porque não ganhamos produtividades, por que não temos alguns acréscimos no nosso contra-cheque.

Claro, estamos trabalhando como meros apagadores de incêndio! Cadê a aplicação da SAE, hein? Que é a nossa verdadeira função, e que emerge naturalmente quando nos deparamos com um cliente?
"-Ah, o médico fulano de tal ainda não chegou". E la vai a enfermeira "caçar o indivíduo".
Póde? Sim. Mas não deveria.
Num esforço conjunto, poderíamos sim adquirir mais espaço para nós. Mas quem quer "mais trabalho"? É. Consulta de enfermagem, dá até preguiça só em pensar.
Mas, não nos tornamos especialistas nas "reações humanas"?
Depois que o cliente passa num cardiologista ou numa nutricionista, quem vê a parte emocional, social e excretora, por exemplo?

Nós somos essencialmente generalistas, reconhecemos o ser humano como um ser "biopsicossocial, político e espiritual. Quem, melhor, para atender essas pessoas que ficam com outras partes da sua vida descobertas?
Aí vem as necessidades de se procurar outros especialistas, já para a parte curativa. Nunguém viu que o cliente estava em risco de desenvolver um fecaloma, uma úlcera, uma atrofia...

Não aceito o porque de ainda não termos nos colocados no nosso devido lugar. Se não lutarmos pelo nosso espaço, enquanto categoria, ninguém lutará!
E por ái seguem, tarefeiros, as "donas Marias", os "seus Joãos", como são chamados alguns enfermeiros (porque se deixam chamar). Mesmo porque doutor mesmo é aquele que consulta, que mostra a sua ciência, e que não perde tempo com atividades simplórias e facilmente delegáveis.

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